Mini-conto curitibano (inspirado nos últimos textos de Lord Myron)
Ao descer do ônibus na praça Tiradentes, centro da capital, depois de um passeio pela cidade – passeio bem longo devo dizer – “senti” que deveria ir ao banheiro naquele instante.
Mesmo um tanto desconfiada da segurança do lugar, entrei no toalete feminino. Vocês devem saber como geralmente são as condições dos banheiros públicos. O que é que não nos espera nesses espaços...
[Por falar nisso, lembrei-me agora dos meus porquês quando criança:
- Oh Manhê, por que no banheiro das meninas tem uma rosa na porta? E por que um chapéu na porta dos meninos? Meu pai não usa chapéu. Minha vó usa.
- Oh Manhê, será que eu consigo fazer xixi de pé?
- Garota, que está fazendo?
- Deixa eu tentar, mãe...]
Bem, ao entrar no banheiro, dou de cara com uma senhora sisuda e uma catraca, que me fizeram trancar o ritmo:
- Posso usar o banheiro? – disse como quem estivesse pedindo um copo d’água no meio do deserto.
- Sim, pode.
- Tenho que pagar? – já tão apertada que não discutiria se tivesse que pagar 10 reais para usar a privada.
- Sim, tem.
- Quanto é?
E só então a senhora levanta os olhos, encara meu rosto de total apreensão e diz:
- Depende.
0 improvisos:
Postar um comentário