terça-feira, 16 de agosto de 2011


E de repente, não mais que de repente, as flores secaram sobre a mesa. Que Deus é esse que deixa flores morrer? Ou talvez não tenha nada com Deus, isso das flores morrerem. Algumas nascem para morrer. Não tão simples assim, mas é tudo o que eu posso ou consigo dizer agora. Pelo menos a primavera parece aos poucos anunciar tempos mais floridos em breve. Ou não. Talvez a primavera morra com as flores e logo venha um outro inverno. Feelings. E de repente, não mais que de repente não se recebe mais flores. Resta sobre a mesa o vaso à espera delas. E nem chego a pensar em Deus. Penso no nada. Sento à janela e sinto o ar morno da noite.

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