E dela nascia um filho aos domingos de manhã. Um ser estranho.
Enquanto ainda amava, não era dela o filho que nasceria naquela manhã.
Da paixão e do amor louco, quis ter um filho.
Com o ventre voluptuoso, sentiu-se grávida. A gravidez dos domingos a deixava enjoada e sonolenta.
Um outro ser dentro dela de tamanha vida própria, mas de difícil parto.
Aos domingos, a vida se encarregava de voltar a seu estágio molecular, e ela se alimentava para induzir a reprodução das células.
Gra-vida. Era assim que gostaria de se sentir em vésperas de domingos.
Embora menos fértil, menos atraente, menos sedutora, ela sabia o quanto podia ser vulnerável nos domingos pela manhã.
Suspeita, descabida, confusa aos domingos - principalmente.
E nascia um filho estranho. Um filho rebelde.
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